Multiplicadores das Bênçãos de Deus


Multiplicadores das Bênçãos de Deus


Todos os dias, quer percebamos ou não, bênçãos descem sobre nós a partir do trono de Deus. O dom da vida, a força para trabalhar, o sorriso de um amigo, a beleza da natureza, os sussurros do Espírito — nada disso é fruto do acaso, mas sinais do amor divino. “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes” (Tiago 1:17). Ninguém é excluído; toda a humanidade recebe da Sua mão, pois, como Jesus ensinou, o nosso Pai “faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz chover sobre justos e injustos” (Mateus 5:45).

Mas o milagre não termina no ato de receber. Uma bênção, como uma semente na mão, carrega dentro de si a possibilidade da multiplicação. O que escolhemos fazer com as bênçãos que Deus nos confia determina se elas permanecerão como uma única semente, ou se crescerão numa colheita que alimenta multidões.

Quando uma bênção é recebida com gratidão e devolvida a Deus em louvor, ela é ampliada. Quando uma bênção é partilhada com os outros, ela se multiplica sem medida, pois o amor de Deus flui em círculos que se expandem. Ellen White escreveu: “O nosso amor deve fluir em palavras e atos de bênção para os que estão ao nosso redor. Quando isso acontece, as fontes das bênçãos celestiais serão abertas para nós” (Review and Herald, 15 de outubro de 1901). O coração que se alegra no menor dos dons e o transforma em gratidão torna-se um vaso vivo por meio do qual o Céu continua a derramar os seus tesouros.

É uma circulação sagrada: as bênçãos descem do Céu para o ser humano; a gratidão sobe do ser humano para o Céu; as bênçãos fluem através do ser humano para os outros e, então, retornam, ampliadas, àquele que as recebeu primeiro. “Dai, e ser-vos-á dado”, declarou Cristo, “boa medida, recalcada, sacudida e transbordante” (Lucas 6:38). A medida que derramamos na vida dos outros determina a medida com que o Céu derrama de volta em nossas vidas.ma expressão — é uma realidade viva, onde cada irmão e irmã traz algo e partilha da bênção comum.

Assim, cada um de nós se encontra num ponto maravilhoso do universo, incumbido da possibilidade de ser um pequeno ou grande multiplicador das bênçãos de Deus. A mão aberta em generosidade nunca fica vazia, pois ao abençoar outros, abrimos o canal do celeiro celestial. A gratidão, a bondade e o louvor transformam dons passageiros em investimentos eternos.

O milagre é este: o que parece tão pequeno — uma palavra de gratidão, uma oração de louvor, um simples ato de bondade — pode ser exatamente a semente que Deus usa para multiplicar bênçãos na vida de outra alma. E quando essa alma, por sua vez, eleva louvor ao Céu ou compartilha bondade com outro, o círculo se amplia novamente, até que o que começou como uma única bênção se torna um rio de vida.

A escolha está diante de nós todos os dias. Vamos guardar a bênção e deixá-la perecer no egoísmo? Ou vamos elevá-la aos céus com gratidão e derramá-la em serviço? Ellen White nos lembra: “Quanto mais repartirmos, mais receberemos. Quanto mais procurarmos abençoar os outros, mais seremos nós mesmos abençoados” (Parábolas de Jesus,
p. 142).

Toda a bênção recebida é um convite para entrar no fluxo divino de dar, louvar e multiplicar. Nisso, refletimos o próprio coração de Cristo, que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10:45). Ele é a Fonte, e somos chamados a ser os riachos.

Que possamos então ocupar com alegria o nosso lugar no universo de Deus, vasos prontos a transbordar, multiplicando as bênçãos do Céu até que retornem, aperfeiçoadas, ao trono de Deus!


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